sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vistos para viajar aos Estados Unidos ficam mais caros

Na semana em que os presidentes Dilma Roussef e Barack Obama anunciaram a intenção de eliminar a obrigatoriedade de visto de entrada nas viagens entre os dois países, entram em vigor novos valores para as taxas de pedido do visto para não-imigrantes. Para turistas, o valor subiu 14%, de US$ 140 para US$ 160 (ou R$ 293).

O mesmo valor passa a valer para os vistos de negócios, trânsito, tripulantes, estudantes, intercâmbio e jornalistas (sem considerar possíveis taxas adicionais). Quem viaja a trabalho temporário, como trainees, atletas e artistas, pagará 26% a mais, US$ 190 (R$ 348). Os novos valores são válidos a partir de amanhã, dia 13.

Por outro lado, vistos de imigrantes tiveram seus novos valores reduzidos consideravelmente, devido à "realocação de custos" associados à emissão do documento. Os processos para visto de parente imediato estão 30% mais baratos, custando US$ 230 (R$ 421); quem se muda para trabalhar, paga US$ 405 (R$ 742) — uma redução de 44% da taxa de US$ 720.

Em comunicado oficial, o Departamento de Estado americano informou que os valores visam cobrir o custo real de processamento de vistos de não-imigrantes. Apesar de estarem nessa categoria, as solicitações para noivos de cidadãos americanos e investidores ficaram mais baratas: US$ 240 (R$ 439) e US$ 270 (R$ 494), respectivamente.

"Esse aumento criará condições para ampliar as instalações no exterior, bem como contratar mão de obra qualificada para atender à demanda de vistos", ressalta o documento, publicado poucos dias antes do anúncio que a secretária do Estado americano Hillary Clinton fez em visita ao Brasil de que dois novos consulados vão abrir as portas em 2014 no país, em Belo Horizonte e Porto Alegre. A medida vem em conjunto com a declaração do presidente Barack Obama de que aumentaria em 40% a capacidade de atendimento às solicitações de visto no Brasil.

Entre os quatro consulados americanos no país (Brasília, São Paulo, Recife e Rio), o carioca é o que tem demonstrado maior crescimento, tanto de solicitantes quanto de pedidos atendidos. Em março, subiu 84% o número de pedidos em relação ao mesmo período no ano passado. O mesmo mês viu uma escalada de 103% nos números de vistos processados. O prazo para conseguir agendar a solicitação de visto, no Rio, está em dois dias úteis (informação atualizada no dia 10 de abril).

Retirado do caderno Boa Viagem do site  http://www.oglobo.globo.com/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Los Cabos

Ontem estava voltando de São Paulo e enquanto esperava o voo sair, acabei me distraindo com aquelas revistas de avião, que ficam guardadas atrás de cada assento. Comecei a ler e me deparei como um lugar chamado Los Cabos, que fica no México, em um trecho separado do continente, chamado Baja Califórnia.

O lugar se parece com o Caribe até mesmo na paisagem, mas ao contrário dos peixinhos coloridos que podem ser vistos por lá, em Los Cabos é possível ver arraias, leões-marinhos, golfinhos, tubarões e até baleias. O lugar é o destino ideal para quem gosta de mergulho. As profundidades vão de dez metros (para os que não têm muita experiência) e chegam a verdadeiros precipícios submarinos.

Los Cabos é localizando a 1000 milhas de San Diego na Califórnia, motivo pelo qual o lugar me chamou tanto a atenção, afinal estive lá e não fiquei sabendo desse pequeno paraíso. É possível dirigir da cidade até Los Cabos. No trajeto existem pequenas cidades que oferecem uma variedade de acomodações, sem contar com as belas paisagens, como as praias paradisíacas que podem ser vistas no caminho.

San José del Cabo e Cabo San Lucas são as duas principais cidades de Los Cabos. A primeira delas é conhecida por ter uma fauna rica e muitas espécies de pássaros coloridos. Esse também é o lugar ideal para quem gosta de surfar.
Nessa cidade, existem hotéis luxuosos, mas também lugares que ainda estão praticamente inabitados. A segunda é mais conhecida pela badalação e pela agitada vida noturna.

Hoje em dia, Los Cabos é visitado anualmente por milhares de turistas que gostam de esporte, de natureza e ao mesmo tempo de agito. Não é difícil ver grandes convenções e presenças hollywoodianas no lugar. Se você está de férias, aproveite a temporada dos baixos preços e pé na estrada!





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Montevidéu, uma capital antiga à moda

Símbolo da literatura argentina, Jorge Luis Borges certa vez escreveu que Montevidéu "é a Buenos Aires que tivemos, a que com os anos se afastou silenciosamente". Poucas comparações entre as duas cidades rioplatenses foram tão felizes quanto esta, do poema "Montevideo". Visitar a capital uruguaia é voltar um pouco no tempo, para uma época em que grandes cidades podiam ser acolhedoras, em que o ritmo de vida permitia uma boa conversa nas esquinas, com cuia de mate e garrafa térmica debaixo do braço. E essa pequena viagem ao passado pode ser feita em apenas um final de semana, antes ou depois de uma visita à capital argentina, chegando sexta-feira à noite e voltando domingo, após o pôr do sol. História, cultura, ótimos churrascos e um certo clima de melancolia nostálgica no ar. Mas se a trilha sonora for Gardel (que, dizem, era uruguaio), fica tudo mais bonito, como antigamente.

Se você chegou à capital uruguaia com a sexta-feira perto do fim, é preciso um tratamento de choque, um intensivo em Montevidéu. Para isso, poucos lugares são tão eficientes quanto o Baar Fun-Fun ("funfum", como pronunciam os locais). Trata-se de um ícone da boemia da cidade e mistura, desde 1895, tango, tradição e a inigualável uvita, uma bebida a base de vermut e vinho, doce, que só é vendida ali.


Este acanhado boliche (bar com música, em bom castelhano) fica a poucos metros do Teatro Solís e da Plaza Independencia, coração de Montevidéu, e funciona quase como um portal de volta ao passado. Quem se vê naquele ambiente, pouco iluminado por uma luz avermelhada, e com paredes cobertas por retratos de músicos e cantores, recortes de jornal e flâmulas de equipes de futebol muito antigas, pode até duvidar que está mesmo no século XXI. E a trilha sonora, só de tango e candombe (ritmo africano, herança cultural da cidade), ajuda a reforçar essa impressão.


O Fun-Fun não é exatamente um restaurante, mas tem um bom cardápio com tira-gostos, pizzas e sanduíches. Alguns itens do menu foram batizados com nomes de artistas e músicas de tango, como a pizza La Cumparsita (um dos tangos mais famosos, composto em Montevidéu), com mozzarella, presunto e molho de tomate. Já Carlos Gardel, que era frequentador do Fun-Fun, batiza um mix de tira-gostos que leva pães, queijo, jamón, azeitona, raviólis e rolinhos primavera. Há música ao vivo de quarta-feira a sábado. As noites de sexta e sábado têm dois números musicais, um de tango e outro de candombe. Para garantir uma mesa, reserve com antecedência.


Mesmo que tango e uvita levem você para a cama tarde da noite, levante cedo no sábado para explorar o Centro e a Ciudad Vieja. Um bom ponto de partida é a movimentada Avenida 18 de Julio, artéria comercial mais importante da capital, com lojas de roupas e artigos de couro, além de casas de câmbio, bancos e, claro, batedores de carteira. Montevidéu é muito tranquila, mas não a ponto de achar que os bolsos e bolsas estejam totalmente a salvo.


Ao longo da avenida há pontos de escape de tanto movimento, como a tranquila Plaza del Entrevero e confeitarias tradicionalíssimas, como o Emporio de Los Sandwiches, cuja especialidade são sanduichinhos de pão de miga, e La Barcelonesa, com doces ótimos. Mas é seguindo a 18 de Julio que se chega à Plaza Independencia, onde está o panteão do General Artigas. Mais do que ter virado nome de rua no Leblon, este homem liderou o os rebeldes da margem oriental do Rio Uruguai, dando início ao processo de independência do país.


Mesmo que não tenha visto a famosa estátua equestre de Artigas, você saberá que chegou à praça ao avistar a torre do Palácio Salvo, no finalzinho da 18 de Julio. O prédio, um marco da arquitetura da cidade, foi inaugurado em 1928 exatamente no local do café La Giralda, onde foi apresentada, pela primeira vez, "La cumparsita", por seu autor, o uruguaio Gerardo Matos Rodríguez.


Na face leste da praça está o Portão da Ciudadela, o que restou do antigo forte que protegia o lado oeste do antigo núcleo urbano da capital. As muralhas que cercavam o que hoje é a Ciudad Vieja (Cidade Velha) também se foram, mas o traçado das ruas ainda é o mesmo de 1724, quando a coroa espanhola, em resposta à fundação de Colônia do Sacramento pelos portugueses, começou a construir uma base mais sólida na margem norte do Rio da Prata.
Caminhar sem roteiro definido pelas ruazinhas dessa área, em meio a prédios antigos, é passear um pouco pela história. Aos sábados acontece uma simpática feira na Plaza Constituición, ao redor da qual estão a Igreja Matriz e o Cabildo, a antiga sede administrativa.


Cafés com mesinhas nas ruas se espalham por todos os lados. Um dos mais tradicionais é o Café Brasilero, de mais de 130 anos. Ele é o lugar ideal para um cafezinho com bolo depois do almoço, que, na Ciudad Vieja, só pode ser no Mercado del Puerto, que reúne diversos restaurantes. O mais famoso é o El Palenque. Também há o Roldó, onde foi criado, segundo a tradição, outra iguaria etílica que só se acha por essas bandas, o medio y medio, que mistura vinho branco e espumante, ótimo para abrir o apetite. Como se precisasse, já que todos os restaurantes exibem suas parrillas, sempre repletas de asados de tira, colitas, ojos de bife, chorizos y otras cositas capazes de enlouquecer qualquer carnívoro.


O centro histórico também reúne alguns dos museus mais importantes de Montevidéu. Um dos mais visitados, o Museu do Carnaval, funciona bem ao lado do mercado. Outros ocupam belos palacetes, como o Museu de Artes Decorativas, no imponente Palácio Taranco. O Museu Torres Garcia, dedicado à obra deste pintor uruguaio, é outra boa pedida.
Mas nenhuma atração cultural do Centro é tão marcante quanto o Teatro Solís, o principal palco da cidade, fundado em 1856, e localizado na Plaza Independencia. A programação de óperas e espetáculos teatrais é intensa, mas quem quiser apenas conhecer um pouco mais do prédio de linhas neoclássicas com um sol gravado na fachada, como o da bandeira nacional, pode aproveitar uma das quatro visitas guiadas.


Ao fim da tarde, o movimento do Centro começa a cair drasticamente. É hora de seguir para a "Zona Sul" de Montevidéu, principalmente os bairros de Pocitos e Punta Carretas. Ali estão as melhores opções de hospedagem, bares e restaurantes da capital. Para um bom jantar, procure os restaurantes Francis e La Otra, em Punta Carretas. Se quiser agitação noturno, boa parte das indicações levará ao Pony Pisador, em Pocitos.
Depois de algumas medias lunas e suco de pêssego, é hora de aproveitar o domingo. Se não estiver chovendo, o melhor a se fazer é curtir o parque e o litoral de Montevidéu. Aqui vale uma ressalva: o "mar" da cidade é na realidade o Rio da Prata, e só pinguins ou pessoas muito adaptadas a água bem fria costumam se aventurar num banho. Para uma caminhada na orla é bom levar um casaquinho.
Para quem gosta de compras, o principal programa de Montevidéu acontece aos domingo pela manhã, na Calle Tristán Sarvaja, no Centro. Toda a extensão da rua é tomada por uma grande feira, que vende de tudo um pouco, de alimentos a roupas. Mas o motivo de sua fama mora entre dois quarteirões, da Calle Cerro Largo à Avenida Uruguay. Nesse trecho estão as barraquinhas de antiguidades e itens de coleção. Antiquários e sebos também funcionam por ali.

Se bater perna e pechinchar não está na sua lista de atividades, uma boa opção são os parques da cidade. O mais próximo do Centro é o Batlle (pronuncia-se "báche"), onde estão importantes equipamentos esportivos da cidade, sobretudo o Estádio Centenário. Outra grande atração é o monumento La Carreta, que homenageia os colonos do interior do país.

A outra área verde da região é o Parque Rodó, numa das regiões mais valorizadas de Montevidéu, entre a área central e os bairros de Punta Carretas e Pocitos, junto à Rambla Presidente Wilson. O Rodó é dividido em duas partes. A maior delas é uma grande região verde, com muitas árvores, estátuas, fontes e um lago repleto de pedalinhos e pequenos botes.

O outro pedaço é um parque de diversões. Mas esqueça brinquedos modernos, simuladores ou coisas do tipo. Bem de acordo com o clima da cidade, os brinquedos mantêm aquela cara de antigamente: carrossel, barco-viking, bate-bate. Tem até trem-fantasma. Há alguns restaurantes, mas a graça é experimentar nas barraquinhas a típica comida de rua uruguaia: churros, choripán (pão com linguiça), chivitos (sanduíches de carne) e pancho (cachorro-quente).

Mas não coma muito. Aproveite que está ao lado de Pocitos e Punta Carretas para almoçar. Esses dois bairros concentram alguns dos melhores restaurantes da cidade. Se quiser comer outra coisa que não carne, para variar, o El Viejo y El Mar, de frutos do mar, e o italiano Da Pentella, são dois nomes tradicionais.

A "Zona Sul" de Montevidéu também tem os melhores shoppings da cidade, o Punta Carretas Shopping, que funciona no prédio que já abrigou a maior cadeia da capital, e o Montevideo Shopping, onde está o melhor cassino da cidade. Mas não convém desperdiçar uma tarde de sol quando se pode fazer a digestão caminhando pelos calçadões, as Ramblas, das praias do Rio da Prata.


De um pouco antes da Ciudad Vieja até Carrasco, na ponta oeste da cidade e onde fica o aeroporto internacional, Montevidéu tem 22 quilômetros de via costeira ininterrupta, que muda de nome diversas vezes. Cada trecho é conhecido como rambla e boa parte delas é acompanhada de um calçadão, onde se pode caminhar, correr, pedalar ou simplesmente sentar para apreciar o pôr do sol.

As ramblas mais populares são as Presidente Wilson, Mahatma Gandhi e República do Peru, justamente as que contornam o litoral beirando o Parque Rodó até o final da praia de Pocitos, a Ipanema local. Pelo caminho é provável que encontre alguma sorveteria Freddo, mas iguais a essas há aos montes em Buenos Aires. Procure a rede uruguaia La Cigale, compre um sorvete de dulce de leche, e aprecie o pôr do sol. Se às vezes Montevidéu se mostra em preto e branco, nesse momento, seu colorido é inesquecível.

Duas grandes paixões brasileiras são traços importantes também da cultura de Montevidéu. Futebol e carnaval são coisa séria e podem ser ótimos programas num fim de semana para aqueles que não vivem sem um ou outro (ou sem os dois).

Palco da primeira Copa do Mundo, em 1930, vencida pela seleção da casa, o Estádio Centenário é a materialização do futebol uruguaio. Localizado no centralíssimo Parque Battle, o estádio é a casa das duas equipes mais populares do país, Peñarol e Nacional (que também manda jogos no acanhado Parque Central, a poucos quilômetros dali). Então a chance de haver ao menos uma partida no fim de semana é grande.

Conseguir ingressos costuma ser fácil, mesmo em jogos importantes. Mas o visitante deve esperar encontrar um estádio, digamos, mais vintage, com arquibancadas de cimento e a céu aberto. Mas aí está exatamente a graça. E mesmo que o jogo não esteja bom, há certeza de show na arquibancada, com cantos variados, muitas vezes cheios de provocações ao rival.

É pena que o Museu do Futebol, que funciona dentro do estádio, só abre suas portas para os visitantes de segunda a sexta-feira. Não dispõe de tantos recursos quanto o museu dedicado ao esporte no estádio do Pacaembu, em São Paulo, mas tem história de sobra.

Os montevideanos se orgulham ao dizer que seu carnaval, de 40 dias no começo do ano, é o mais longo do mundo. Muito da fama da folia uruguaia vem do candombe, a batucada quase hipnótica (o ritmo de origem africana lembra às vezes o batuque baiano) que pode ser ouvida nas ruas de parte da cidade durante todo o ano. Sobretudo no Barrio Sur e em Palermo, bairros colados ao Centro e a Ciudad Vieja.

Esses bairros estão para Montevidéu como a Pedra do Sal e a Praça Onze para o Rio. Ali foi o grande polo de cultura negra da cidade e essa herança sobrevive muito em parte ao candombe. Seus desfiles, ou llamadas (chamadas), concentram dezenas de ritmistas, que saem em marcha durante o carnaval. Mas muitos desses grupos se reúnem durante todo o ano, quase sempre aos sábados à tarde, para ensaiar ou apenas se divertir. Depois de tanto tango, topar com uma batucada boa ao dobrar uma esquina é como comemorar um gol no Centenário.




Retirado do caderno Boa Viagem do site
www.oglobo.globo.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

Toronto, diretamente das alturas.

Hoje vou falar de uma dica para quem planeja ir à Toronto, no Canadá. Um dos pontos turísticos mais conhecidos no país é a CN Tower, que fica localizada no Centro da cidade, entre o Rogers Center e o Metrô da Front Street. Ela é conhecida por ter um pouco mais de 553 metros de altura e ser uma das mais belas vistas que alguém pode conhecer. Experiência própria, é incrível!

A Torre Nacional do Canadá recebe mais de um milhão de pessoas por ano e é considerada um ícone da arquitetura moderna. É o centro de telecomunicações do país, lá funcionam emissoras de televisão e estações de rádio e trabalham mais de 500 pessoas. Bem, como estamos aqui para falar de diversão, vou contar agora o que esse ponto turístico tem a oferecer para você, turista.

O primeiro lugar que vou mencionar (e, esse foi o que mais gostei) é o piso de vidro. Lá é possível ver o chão há 342 metros. Quem tem medo de altura deve ficar longe dessa parte e quem gosta de se aventurar, não se preocupe: o vidro é super seguro e pode suportar o peso de 14 hipopótamos. Depois disso é a vez de visitar o Sky Pod que fica a 447 metros de altura. A visibilidade lá é de 160 km e segundo o site da torre, em um dia claro é possível ver Niagara Falls e a cidade Rochester.

Para chegar nessas duas atrações, use os elevadores da CN Tower, que foram os primeiros da América do Norte a ter panéis de vidro no chão há uma altura dessas. Três deles têm também a frente de vidro o que proporciona ao turista uma visão inesquecível. Um coisa nova e que na época em que visitei não me lembro de ter visto foi o Ultimate Wave Tahiti. Como não conheci, não sei exatamente como é, mas pelo o que entendi é uma parte da torre em que é exibido um filme 3D de surf. Ele mostra a experiência dos surfistas Kelly Slater e Raimana Van Bastolaer na busca da onda perfeita em uma ilha paradísiaca. Vale a pena conferir!

Se der fome, visite o restaurante rotativo da CN Tower, que fica a 351 metros de altura. Como o próprio nome já diz, o 360 garante uma vista completa de Toronto e ainda têm uma “adega no céu”, com mais 550 vinhos internacionais e canadenses. Por fim e não menos importante, vou falar da iluminação. É dificil acreditar, mais o monumento tem uma espécie de microprocessador capaz produzir uma iluminação com mais de 16 milhões de cores (imagine os efeitos que podem ser feitos com elas). Como a fonte de energia usada é o LED, a saída da luz é controlada com precisão e atinge diretamente e apenas a torre, o que não prejudica os outros prédios ao redor e melhor, esse tipo de luz não emite radiação. Além de tudo, ainda é um passeio politicamente correto.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Baixa temporada começa com descontos de até 70% em viagens

Mesmo com a recente alta do dólar, viajar começa a ficar mais barato dentro e fora do país. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), a baixa temporada significa promoções de até 70% em passagens aéreas para clientes que optarem por antecedência e flexibilidade de datas e horários. Empresas aéreas já começaram a anunciar promoções em seus sites e pacotes turísticos também estão mais atrativos, com uma média de 40% a 50% mais em conta. — Em alguns casos, há tarifas aéreas com até 95% de desconto em promoções, mas isso não acontece em grandes feriados — afirma o vice-presidente da Abav Nacional, Edmar Bull.


As operadoras de turismo também anunciam tempos de oportunidades. Segundo Marco Ferraz, da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), é possível gastar metade do que na alta temporada para pacotes para Cancún e Punta Cana. As ilhas do Caribe costumam ser muito procuradas durante o inverno no hemisfério norte, que atrai levas de turistas à procura de calor. Agora, começa a temporada de descontos. — São destinos top e que saem por cerca de US$ 1.500 por um pacote de sete noites com passagem e hospedagem em resort. Na alta podem custar até 40% a mais — afirma Ferraz.


As condições também são interessantes para quem optar por pacotes de quatro noites para Portugal e Espanha e que chegam a no mínimo US$ 2.000 na alta, ainda segundo Ferraz. Já viagens para os Estados Unidos continuam com forte demanda e sem muitas alterações nos preços.


Segundo Bull, da Abav Nacional, a estimativa é que as vendas de pacotes experimente um crescimento de até 12% neste ano, com aceleração do turismo corporativo e de eventos. A exceção, afirmam especialistas, fica por conta de cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo que vão sediar grandes eventos neste ano, como a Rio + 20, em junho. — Em feriados, tanto no Rio quanto em SP, há oferta hoteleira insuficiente durante grandes eventos — explica Ferraz, da Braztoa. Ele afirma que apesar dos descontos, as passagens aéreas estão cerca de 10% a 15% mais caras em março deste ano em relação ao ano passado.


Últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que a demanda doméstica (passageiros por quilômetros pagos transportados) cresceu 7,77% em janeiro frente ao mesmo período do ano passado. — O mercado está desacelerando, mas continua aumentando frente ao mundo. Tendo em vista os aspectos econômicos, da indústria que está caindo também, tudo isso está atrelado ao transporte aéreo. No momento todas as tendências são de decréscimo — afirma Ronaldo Jenkis, do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias (Snea).


De olho na baixa temporada, a CVC lançou na última semana uma promoção de 500 mil lugares com descontos que variam entre 30% e 40%. A promoção tem embarques previstos para os meses de março, abril e início de maio, para pacotes rumo aos mais de 50 destinos no Brasil e América do Sul.


Retirado do caderno Boa Viagem do site oglobo.globo.com

Comentário:

Quem não tem as férias convencionais, que compreende os meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Julho, geralmente adotada pelas escolas e faculdades, pode acabar conseguindo viajar por preços mais acessíveis.

Como mostra a reportagem acima, destinos como Cancún e Punta Cana acabam saindo bem mais em conta em períodos de baixa temporada. Claro que os Estados Unidos, como o fluxo é maior durante o ano todo, esses preços acabam não sofrendo nenhuma transformação. Mas acho eu, e aqui deixo claro que essa é uma opinião minha, que outros países têm muito mais a oferecer em termos de turismo. Existem pessoas que vão à Miami a cada 6 meses, mas que ainda não tiveram o interesse de conhecer a Europa ou mesmo outros países da América. Um tremendo desperdício.

Olhando pelo lado comercial, as passagens vão estar sempre em promoção em períodos de baixa temporada porque o número de companhias aéreas está crescendo e a concorrência está aumentando. É impossível para eles obter lucro com promoções avassaladores durante o período de férias, até mesmo porque quem quer viajar e pode pagar vai acabar optando por preços mais baratos sim, mas não se importará em desembolsar mais dinheiro caso a oferta e a disponibilidade de horários e datas estejam pequenas. Como isso, as empresas acabam apostando nos destinos mais variados em outras épocas do ano, basta garimpar em agências e até mesmo pela internet.

Se até hoje você achou ruim estar de férias quando todo mundo está trabalhando ou estudando e vice-versa, sinta-se um privilegiado. E para quem está a procura de um destino, fica a dica: Agora é a hora de conhecer o mundo e melhor ainda, pela metade do preço.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os mistérios de Stonehenge

Hoje vou falar de um lugar que visitei há 6 anos, mas que marcou profundamente a minha vida. Todo mudo já viu essa foto ao lado, conhecida na maioria das vezes por ser um papel de parede do Windows. O que muitos não sabem e o que eu também não sabia na época em que conheci é que esse amontoado de pedras se chama Stonehenge, e fica em Wiltshire, nas proximidades de uma cidade no interior da Inglaterra chamada Salisbury (aliás em breve falarei dela, mas esse é um assunto para os próximos capítulos).

O melhor do lugar é a história misteriosa sobre sua formação e os turistas já ficam sabendo dela assim que chegam no lugar. Todos recebem um apetrecho, uma espécie de rádio com uma gravação que conta tudo que aconteceu no monumento desde o início dos tempos até os dias atuais. A história tem 3 fases, mas o legal é saber que tudo aquilo começou a se formar em 3100 a.C. e mais do que isso, descobrir que as pedras nem sempre estiveram ali. Elas foram transportadas das montanhas Preselim, no sudoeste do País de Gales para o local por volta de 2150 a.C. Levando em consideração a data e os mecanismos que existiam nessa época, é difícil crer que essas pedras que pesam 4 toneladas aproximadamente, foram parar aonde estão. Acredita-se que elas foram arrastadas sobre rolos e trenós e depois carregados em jangadas com a ajuda da força da água. De qualquer forma toda essa viagem abrange cerca de 240 quilômetros. Difícil acreditar não é?

Definitivamente esse foi um dos melhores passeios da minha vida, mas ele não acaba por aí. Se você já estiver por lá, não deixe de fazer um tour pelo Old Wardour Castle, na zona rural de Wiltshire. O castelo foi construído no século XIV e sempre foi considerado uma das construções mais luxuosas. O passeio será uma ilustração do passado agitado do lugar, que foi o cenário de intensos combates durante a Guerra Civil. E quem já viu Robin Wood, o Príncipe dos Ladrões, conseguirá ver as semelhanças e lembrará bastante do filme, que foi gravado no lugar.

domingo, 11 de março de 2012

O lado moderno da cidade medieval belga, Bruges

O retrato de Bruges na comédia de humor negro "Na mira do chefe", em inglês "In Bruges" (2008), era o de uma cidade de faz de contas tão enfadonha que quase enlouquecia o personagem de Colin Farrell. "Talvez o inferno seja exatamente isso: passar a eternidade em Bruges", concluía, na última cena. A charmosa capital da província de Flandres Ocidental, no noroeste da Bélgica, é mesmo tranquila, com cisnes deslizando por canais medievais e vielas de pedra, pontilhadas de cafés silenciosos e lojas fofinhas. Mas Bruges hoje tem muito mais a oferecer. Talentosos chefs jovens comandam restaurantes ambiciosos e chocolatiers produzem delícias experimentais para lojas de chocolate. Novos e renovados museus estão abrindo as portas e, à noite, pubs oferecem uma seleção de cervejas belgas raras das mais prestigiosas cervejarias da região. Inferno? Dificilmente.

De pedaladas a chocolates

Muito do que encanta no centro de Bruges lembra mesmo um conto de fadas, como passarelas de pedra sobre canais pitorescos e ruas medievais onde há mansões com jeito de castelo. Para ver os trechos mais bonitos do país das maravilhas medievais, caminhe seguindo o canal Dijver, que serpenteia a cidade. Faça questão de encerrar o roteiro na Markt, a praça central onde se destaca o campanário do século XIII. Os mais empolgados podem subir os 366 degraus da torre para ter uma bela vista da cidade. Mas primeiro use a sua lente panorâmica no térreo: a corte neogótica, o próprio campanário e as curiosas casas triangulares brilham na praça.

De outro terraço em Bruges, você pode deixar sua campainha interior tocar no Sound Factory, um novo museu interativo dentro do prédio da Concertgebouw (sala de concertos) contemporânea. Componha uma sinfonia no terraço — inspirado, talvez, pela linda vista da cidade — em uma exposição touch-screen que põe nas suas mãos o controle dos sons (gravados) de vários sinos de igreja. Desça então até o auditório misterioso onde o chamariz é um sintetizador-instalação artística intitulado "OMNI".

Ideal é visitar o Soundfactory de manhã, quando há menos turistas. Quando as ruas começarem a se encher deles, a melhor forma de escapar é sobre duas rodas. Alugue uma bicicleta na estação de trem (8 euros por quatro horas) e pedale junto ao largo canal que ronda a cidade. O caminho é tranquilo, percorrido em média em 30 minutos, por uma ciclovia arborizada, passando por parques, através de uma passarela de madeira e pelos quatro moinhos de vento que ainda restam em Bruges.

No caminho de volta, faça um pequeno desvio para o Begijnhof, um pátio silencioso cercado por casas caiadas que um dia abrigaram as beguines de Bruges — uma ordem religiosa de mulheres viúvas e solteiras que se iniciou no século XIII. Hoje, freiras beneditinas moram ali, e uma respeitosa ordem de silêncio impera no caminho, garantindo que essas antigas vielas de pedra estejam entre as mais tranquilas de Bruges.

Tantas pedaladas vão exigir muita energia. Que tal obtê-la em alguma das melhores chocolaterias da cidade? São tantas lojas de doces em Bruges, que às vezes parece que todas as vitrines têm empilhadas caixas de bombons e bandejas de trufas. Para sucumbir a essa tentação, procure os lugares mais inovadores de Bruges, como a loja de Dominique Persoone, The Chocolate Line, cheia de doces criativos e combinações requintadas e saborosas como ganache amargo com vodca, maracujá e lima.

Já na nova BbyB, a ênfase é no sabor sem truques. Aberta em outubro de 2010, a loja tem uma decoração elegante toda branca recheada de simples barras de chocolate belga fino embaladas em caixas numeradas nos tons de pantone. Tente o número 15, com chocolate de leite, avelã e babelutte (um doce de caramelo regional) ou o número 50, com chocolate amargo, cumaru e limão.

O último burburinho da gastronomia belga que ultrapassou as fronteiras europeias não tem a ver com chocolate nem com cerveja, mas sim com um restaurante pequenino e charmoso, o Hertog Jan, que em novembro recebeu sua terceira estrela Michelin — tornando-se o terceiro restaurante no país a ostentar a classificação. Se você conseguir uma mesa neste salão minimalista, espere um desfile de belos pratos do chef Gert de Mangeleer, que abrangem de vieiras com tutano de vitela, fatias finas de alcachofras de Jerusalém e um punhado de minúsculas ovas de arenque a suculento cordeiro Limousin cristalizado servido com nabo e flor de limão. O menu de cinco etapas custa 115 euros, sem bebidas.

Quando na Bélgica, jante, beba e vista-se como os belgas
Faça como os locais e comece o dia no mercado aberto da praça ‘t Zand. Pule os vendedores de quinquilharias e rume para o canto norte da praça para comprar queijos belgas, arenque defumado e pães de uvas-passas e castanhas das últimas fornadas. Compre então um saco de pequenos boterwafels (3,50 euros) frescos, que são waffles amanteigados doces, de uma barraca perto da Hauwerstraat, e entretenha-se com eles enquanto passeia até a feira livre de Beursplein.

É bom aproveitar as manhãs para visitar museus, que são invadidos por uma multidão em horários vespertinos. Assim, você pode admirar o quanto quiser as telas dos primitivos flamengos, um grupo de artistas influentes que surgiu na cidade no século XV. Comece na pequena capela adornada com seis cativantes trabalhos de Hans Menling dentro do histórico Memling in Sint-Jan Hospitaal Museum (uma instituição que fica num antigo hospital do século XIII). Então atravesse o canal até o Groening Museum, que reabriu em 2011 depois de uma grande reforma. Só observar o impressionante realismo de "Madonna com Canon Joris van der Paele", de Jan van Eyck, já vale o preço do ingresso (8 euros).

Evite restaurantes no centro histórico onde os preços e a qualidade refletem mais a confiança nos turistas do que em frequentadores locais. Em vez disso, vá ao Tête Pressée, um charmoso restaurante com cardápios somente para o almoço (com uma delicatessen adjacente com opções para levar) que abriu em julho de 2009 no bairro residencial de Sint-Michiels. Uma dica de que o lugar é feito para quem mora ali: só existe menu em holandês. Sente-se no balcão, que emoldura a cozinha aberta, porque o chef Pieter Lonneville fará todas as traduções necessárias para o inglês. Mas é difícil errar pedindo o menu de três etapas com preço fixo (33 euros). Um dos mais recentes incluía um ensopado de faisão com endívias e abóbora grelhada, e uma fatia de clafoutis de pêra servido quente com figos frescos.

Os estilosos que não chegarem à Antuérpia, a capital belga da moda avant-garde, vão adorar descobrir a butique L’Héroïne. A despretensiosa loja tem um incrível acervo com os estilistas mais fashion-forward do país, desde marcas já estabelecidas como Dries van Noten e Ann Demeulemeester a jovens talentos como Christian Wijnants. Nos cabides, vestidos de seda drapeados e estampados, jaquetas assimétricas, volumosas capas de lã grossa e cachecóis em tricô: peças bacanas sem logomarcas à vista.

Depois de um almoço substancial, o horário do jantar provavelmente chegará antes de seu estômago gritar de fome (os chocolates também têm culpa no cartório). Mas isso cria a situação perfeita para se jogar em uma outra especialidade local: batatas fritas belgas. Aqui, elas são duplamente fritas, largas. Praticamente irreconhecíveis, tomando como padrão o fast-food americano — ainda mais se forem cobertas com uma generosa dose de maionese ou molho curry. Uma das mais novas lojas de fritas na cidade, Chez Vincent entrega batatinhas pelando, servidas com uma salada fresca (3,50 euros, a porção grande). As largas janelas no salão do primeiro andar têm vista para a catedral Sint-Salvator. E sim, eles também têm ketchup.

Não faltam pubs na cidade. Mas também não há razões para que sua primeira cerveja não seja no Brugs Beertje. Esse cultuado bar é inegavelmente gezellig, uma palavra holandesa que define perfeitamente a aconchegante e caseira atmosfera do pub. Os iniciantes que nem mesmo sabem o que é uma Duvel podem contar com a ajuda de um time de especialistas na hora de selecionar uma das centenas de opções de cervejas no menu. Os especialistas vão se deleitar com as fantásticas opções, que incluem St. Bernardus Tripel, La Rulles Estivales e Orval Trappist ale (a maioria, entre 3 euros e 3,50 euros


Reportagem retirada do caderno virtual Boa Viagem do site oglobo.globo.com